sexta-feira, 4 de março de 2011

palavraslivres

Boca pequena do peixe em sublinhado instante de megera agonia passeia seus sonhos nos meus cabelos instantes absolutos de mágoa e tristeza nas notas de cem reais inexistentemente azuis oceânicos peixes do fundo domar azul. Bolhas. Labaredas estreladas e raio fúgidos. papagaio de meia tigela longe na lama da lontra lambusada de esguela me olha irônica e sombria. "Eu sabia, eu sabi" ela pensava. ela me dizia que nada ia me censurar, só dessa vez. Seja livre, Iara. dessa vez pule do prédio com uma venda branca nos olhos. eu perguntei "Por que brancas?" Ela disse que não sabia direito mas talvez isso pudesse ser algo assim romântico. Um suicídio romântico igual aqueles. Do Werther, lembra? Sim, sim. Werther. Eu chorei tanto lendo aquele livro. Meu coração virou coraçãozinho. Apertado de dar dó. hahaha ela riu. hahahah Riu de novo. Não, isso não tem graça. Vamos ficar aqui batendo nessas teclinhas porque tem a letra "t" e a letra "i" e a letra "l". Ah, e o som a batida é tão legal. As teclas sendo tecladas. Meu pai, é disso que me lembro. pela madrugada a dentro fumando e batendo nas teclinhas com a quela loucura insana compassada. A fumaça o cheiro de cigarro. Horríveis. mas não me importava porque sim. Parecia algo grandioso, meu pai estava trabalhando. ele era louco. diferente de outros pais. Eu adorava. Então cresci, achei que também queria ser assim. Trabalhar com teclinhas à noite. Mas não foi bem isso o que aconteceu. Por exemplo agora teclo sem parar já são quase 1h30 da manhã. mas faço isso apenas porque de certo modo é divertido e acho que não tenho nada melhor pra fazer neste exato momento. Embora eu pense que devo parar porque minhas pálpebras estão ficando pesadas e este texto pode ficar muito longo. eu tentei dar um aspecto surreal pra coisa no começo. queria, sério, era ir por esse caminho, mas, enfim, acabei me desviando. Termino agora, então pra você se ver livre de mim caro leitor invisível.

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