sexta-feira, 17 de junho de 2011

Vou deixar tocar de novo
Voltas na meia noite e na noite inteira
Não mantenha contato, não estou em casa
Eu poderia tocar seu cabelo
Mas estão espalhados como bactérias
Pelos meus poros impregnam o ser
E o que faço pra me limpar?
E o que faço pra me curar?
E o que faço pra me livrar?
E o que faço pra me desintegrar?

É desodorante barato, a secura do ar
É repetição em repetição
É desperdício jogado no suor do tempo
É espera que não se alcança
Raiva disparada em eletricidade na água

E as ondas flutuam sujas
E meus olhos direcionam a intenção
E eu só quero me deixar perder em mim
E não ouvir nada nada nada
Me enterrar no quintal com as minhocas
E me afogar em terra terra terra
E tudo escurece dentro dos meus olhos
Tudo tudo escurece
Feito noite se desfaz o laço

E volta em meia noite e noite inteira
O disco acaba