Era uma vez uma pessoa que sonhava em escrever o pior livro da face da Terra. Sim. O pior. Ela achou que ia ser muito fácil. Só inserir uns erros ortográficos aqui, umas vírgulas separando o sujeito do predicado ali. Numa história absurda ou incompleta, ou absurda e incompleta, totalmente desconexa, quem sabe. E, no meio, botar uma moral da história totalmente imoral ou bizarra. Mas mesmo assim, por incrível que pareça, o texto poderia acabar muito bem escrito. Que droga!
Não, essa pessoa não sou eu. Imagine. Achei que ia ser bem fácil... er... quer dizer... a pessoa da história...
O meu sonho, ou melhor, o sonho dessa pessoa era escrever um livro em que um ou alguns dos personagens morressem e, em certo ponto da história, de repente, eles brotassem do chão como o mestre dos magos do desenho Caverna do Dragão, como se simplesmente nada tivesse acontecido. Seria divertido. Ainda mais se algum outro personagem tivesse sentido muito a perda do que morreu.
Isso de certo modo é como brincar de deus. Ou, no mínimo, só uma pessoa que ressuscita os mortos. Ou seja, deve ser divertido. Alguns diriam que essa pessoa que quer escrever o pior livro da face da Terra tem uma ideia estranha de diversão. Mas ela não se importa muito com isso não, visto que hoje em dia poucas pessoas conseguem se divertir de verdade. Por acaso é divertido fazer de conta que você é outra pessoa ou outra criatura, em outra realidade? Claro que é!
Sou deus, quer dizer, a pessoa lá é, e ela vai ressuscitar personagens. Muahuahua.
Essa risada tá mais pra diabo que pra deus.
Enfim, tanto faz. No fim dá tudo na mesma.