Às vezes acho que isso não faz diferença
Ou não deveria fazer, pra mim não faz
Não há vantagens nem desvantagens
Faça o quiser mas não tente me convencer
Se essa é sua verdade vá em frente
E aguente as consequências
Mas não tente me convencer
Entenda: o que é bom pra você
Na maioria das vezes não é bom pra mim
domingo, 25 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
Tropeçando em câmera lenta se vai
Queria dizer que estou partindo
Queria deixar as saudades e todas as histórias correrem
Suavemente, no verde metálico das cercas velhas da estrada
Queria me mover bem rápido, mas se vai em direção a nada
Eu me conecto ao nada vazio branco do nada do eterno minuto-nada
Ao longe, eu me esforço, me esforço tentando enxergar láááááá
Nem sei se há vultos, nem nuvens nem fumaças ou ideias
Pequenas gotas de sonhos caindo geladas na pele
Vagarosamente rastejante, num piloto automático voltando pra casa
E digo "oi" por hábito e por hábito fechar a porta atrás de mim
Queria dizer que eu sinto muito pelas coisas serem assim
Mas a verdade é que... a verdade é que se vai
A verdade é que se acorda no meio da noite com medo do futuro
A verdade é que é preciso escovar os dentes
A verdade é eu gosto de pão com manteiga e café
A verdade é que eu sinto culpa
A verdade é que me importo de não estar vivendo do jeito que dizem que eu deveria viver
A verdade é que eu quero que todo mundo se exploda
A verdade é que eu só queria ser feliz e que todo mundo também fosse feliz
Mas a verdade é que as coisas são do jeito que são até que se mude de ideia
Move-se então, move-se então, à frente vão, despercebidos respiram
Um passo e então começa outro nos olhos sonolentos não sei mais
As pedras lançadas pelas crianças na beira da estrada
Fazem o ônibus tropicar preguiçosamente de um lado para o outro em sua viagem morna
Balançando a cabeça enquanto penso que talvez eu quisesse sentir saudades
Talvez eu quisesse
Queria deixar as saudades e todas as histórias correrem
Suavemente, no verde metálico das cercas velhas da estrada
Queria me mover bem rápido, mas se vai em direção a nada
Eu me conecto ao nada vazio branco do nada do eterno minuto-nada
Ao longe, eu me esforço, me esforço tentando enxergar láááááá
Nem sei se há vultos, nem nuvens nem fumaças ou ideias
Pequenas gotas de sonhos caindo geladas na pele
Vagarosamente rastejante, num piloto automático voltando pra casa
E digo "oi" por hábito e por hábito fechar a porta atrás de mim
Queria dizer que eu sinto muito pelas coisas serem assim
Mas a verdade é que... a verdade é que se vai
A verdade é que se acorda no meio da noite com medo do futuro
A verdade é que é preciso escovar os dentes
A verdade é eu gosto de pão com manteiga e café
A verdade é que eu sinto culpa
A verdade é que me importo de não estar vivendo do jeito que dizem que eu deveria viver
A verdade é que eu quero que todo mundo se exploda
A verdade é que eu só queria ser feliz e que todo mundo também fosse feliz
Mas a verdade é que as coisas são do jeito que são até que se mude de ideia
Move-se então, move-se então, à frente vão, despercebidos respiram
Um passo e então começa outro nos olhos sonolentos não sei mais
As pedras lançadas pelas crianças na beira da estrada
Fazem o ônibus tropicar preguiçosamente de um lado para o outro em sua viagem morna
Balançando a cabeça enquanto penso que talvez eu quisesse sentir saudades
Talvez eu quisesse
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Um dia diferentinho
Porque hoje estava chovendinho
não sei o que aconteceu
Só sei que a luz estava piscandinho
mas nada funcionava
nada
não sei o que aconteceu
Só sei que a luz estava piscandinho
mas nada funcionava
nada
24 de maio de 1923 não é 24 de maio de 1982
Eu vi 24 de maio de 1923. Não me lembro em que página. Vi, apenas, no meio de outras palavras e letras pintadas de preto flutuando numa nuvem retangularmente branca. 24 de maio é meu aniversário, mas em 1923? Onde estaria eu? No céu azul de maio, em uma pedra num parque observando por acaso um casal passar, na renda do vestido dela? Em 24 de maio minha mãe me deu à luz. E onde estaria ela nos outros 24 de maio? E desde de 1982 esse dia pertence a mim, como uma relíquia. Com suas dores, alegrias e perdões. 24 de maio de 1982 não é 24 de maio de 1923. Vinte e três, um número anterior a vinte e quatro. de maio. maio. céu azul de maio. azul no três de vinte e três. sem nuvens. num parque dois. e o casal a passar na pedra da renda da minha mãe que me deu à luz. e em 1923. na beirada do meu 24.
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