terça-feira, 16 de abril de 2013

dedos

Não sei por que penso em dedos
Penso em seus dedos
O indicador e depois os demais
E desejo ultrapassar a aspereza
Dessa aura que separa nossas existências
Como é ser você?
Como é sentir o que você sente?
O calor de dentro da sua pele
Quando volta sozinho para casa
Para onde olha quando não olha para mim?
Qual o sabor dos seus dias?
E quanto mais penso, mais profunda é a vontade de me sufocar em você
Mergulhar na sua existência à procura de respostas
Mas acho que não voltaria mais à tona
Minha pele assim parece ser mais fria
Porque às vezes quero me desfazer de mim
E saber disso faz meu amor por você doer

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