quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Cosmocaos-me


Nestas linhas que se desenrolam neste horizonte
Eu deveria ver o futuro como a palma de minha mão
Haveria promessas e certezas, um abrigo, uma cama,
Um buraco aguardando o meu corpo e minha alma
Porque a minha vontade seria a vossa vontade
Que prevaleceria na terra e no céu
A casa seria uma casa, meus pés seriam só pés,
e a rosa seria aquela flor

Mas estas linhas que se desenrolam neste horizonte
Foram as minhas mãos que as imaginaram e as traçaram
Inseguras e trêmulas, defeituosas, roucas e, por vezes, sem voz de tanto gritar
Há de celebrar a casa, o corpo e a alma - e o buraco, por que não?
De repente dá uma vontade louca de deitar na terra e contemplar o céu
A casa é de quem quiser, você pode tudo, cuidado
Os meus pés dançam desengonçados, tentando trilhar a música
E a rosa é violeta, virulenta, boba e
rosa

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