Não insulte o branco dos olhos ásperos
Suspenda a respiração e ouça as batidas
Parece que vem de fora, ouça
Marteladas no fundo do mar
Tente escalar e ver o que há
Mas por trás da textura lisa
O concreto desintegra memórias
Elas caem, essenciais, quebrando-se
Estourando um pensamento dentro da sua cabeça
Os vultos surgem em névoas acizentadas
Sorrisos familiares dos que não se viveram
Tente se concentrar, tente se concentrar
Os pensamentos turvam outros pensamentos
Andando, correndo, passos carregam o meu peso pelas ruas
As articulações se sobrecarregam preocupadas
Dentro das botas tentam se sentir seguras
Depressa, pense rápido, onde eles podem estar?
A angústia dançando sob meu corpo
Tenta-se entender o que está prestes a acontecer
Porém as placas se impõem gigantescamente vazias
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